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V Seminário da Rede de Pesquisa em Jornalismo, Imaginário e Memória (Rede JIM)

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O V Seminário da Rede de Pesquisa em Jornalismo, Imaginário e Memória (Rede JIM) foi realizado no dia 26 de novembro. A acolhida ficou a cargo da professora Heloísa Juncklaus Preis Moraes (líder do Grupo de Pesquisas em Imaginário e Cotidiano) e do professor Mário Abel Bressan Júnior (líder do Grupo de Pesquisa em Memória, Afeto e Redes Convergentes), organizadores da edição, que foi sediada na Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul – campus de Tubarão. Em seguida, três conferências abriram as atividades acadêmicas.

Contemporaneidade em debate

Dando início à rodada de conferências, o professor Juremir Machado (PUCRS) destacou a importância da rede nesse momento de grandes transformações em nossa sociedade. Na visão do pesquisador, a grande tarefa do jornalismo contemporâneo parece não se respaldar apenas na função de mostrar o que é verdadeiro, sobretudo, também de desarticular a desinformação, mostrar o que não é a verdade.

Espalhar informações se transformou em uma nova realidade que gera não apenas a desinformação, como também uma disputa política que, muitas vezes, se torna um trunfo para algumas instituições. Se, durante muito tempo, a nossa função do jornalismo era questionar, hoje, é preciso fazer afirmações retóricas, haja vista o crescimento vertiginoso das agências especializadas em checagem de informação. O “vírus da desinformação” se tornou tão letal, tal como qualquer outro vírus, destacou Machado.

Na sequência, o professor e sociólogo francês, Philippe Joron (Université de Montpelier), contextualizou a problemática da desinformação em relação às vacinas, destacando a importância de ampliar o olhar para além da questão da vacinação. Na perspectiva de Joron, a pandemia provocou rupturas sociais que redundaram em diversas alterações da ordem cotidiana. O silenciamento causado pela pandemia desencadeou uma série de problemas adversos, como o aumento nos casos de violência doméstica, por exemplo.

Moisés Martins (Universidade do Minho, Portugal) finalizou a rodada de conferências dando ênfase às práticas digitais. Para Martins, as ambições tecnológicas têm colocado em crise o sentido humano. A dinâmica entre pandemia e redes sociais acabou por relativizar a nossa cotidianidade. Além disso, o pesquisador destacou como as redes sociais põem em crise instituições democráticas, quando sugerem uma falsa noção de comunidade. Com isso, a ordem do mundo passou a ser ditada de forma categórica, provocando deslizamentos de sentidos e uma crise de informações perturbadora que ameaçam ruir com o nosso modelo de civilização.

A importância da REDE JIM na era da desinformação

Ainda durante o encontro,os líderes dos grupos de pesquisa que compõem a Rede JIM fizeram uma explanação sobre as suas atividades acadêmicas, enfatizando a importância do debate interdisciplinar sobre o cotidiano. As atividades, em certa medida, revelaram a necessidade de compreender nossa historicidade, as rupturas nas instituições democráticas e, sobretudo, a fragilidade dos nossos laços sociais, atualmente sustentados em mentiras difundidas pelos diversos dispositivos midiáticos e arquitetados pelas instituições de poder, que afetam cada vez mais o imaginário e a memória cultural e coletiva.

A relevância das pesquisas da Rede JIM, num momento em que a dúvida e a incerteza marcam nossas relações e práticas cotidianas, é justamente a de observar essas questões sob o olhar da comunicação, do imaginário e da memória.

Grupos de Pesquisas que fazem parte da Rede Jim:

Comunicação, Cidade e Memória – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Líderes: Christina Ferraz Musse e Marise Baesso

Imaginário e Cotidiano – Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)

Líder: Heloísa Juncklaus Preis Moraes

Imaginarium – Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Líder: Denise Cristina Ayres Gomes

Memória, afeto e redes convergentes – Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL)

Líder: Mário Abel Bressan Júnior

Núcleo de estudos e experimentações do audiovisual e multimídia – Universidade Federal Fluminense (UFF)

Líderes: Denise Tavares da Silva e Renata de Rezende Ribeiro

Narrativas midiáticas e dialogias – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Líderes: Claudia de Albuquerque Thomé e Marco Aurelio Reis

Tecnologias do imaginário – Universidade Pontifica Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Líderes: Juremir Machado da Silva e Christiane Freitas Gutfreind