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Três pré-eventos para “esquentar” o debate

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Print do Esquenta Alcar 2021 no YouTube

Como forma de preparar os participantes, trazendo discussões pertinentes ao tema do encontro, a Alcar promoveu três eventos denominados Esquenta Alcar 2021, todos com transmissão ao vivo pelo canal do Jornal Alcar no YouTube: (https://www.youtube.com/c/JornalAlcar). Para Susana Azevedo Reis, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF e produtora do Esquenta, dividir a apresentação das lives com os colegas Leiliane Germano e Pedro Miranda, também do PPGCOM/UFJF, e Samuel Fontainha, aluno de Jornalismo da UFJF, foi uma experiência gratificante.

“Nunca tinha produzido lives, o que se mostrou um grande desafio, por causa dos problemas técnicos e de conexão que poderiam surgir. Felizmente, não tivemos nenhum problema, mas a ansiedade sempre bate”, conta. A ideia do Esquenta, relata Reis, partiu da presidenta da Alcar, Christina Ferraz Musse. “Ela tinha em mente alguns nomes e os próprios convidados nos ajudaram indicando outras pessoas. Convidamos, assim, pesquisadores, jornalistas e outros profissionais, que pudessem conversar de forma franca e aberta sobre a temática, gerando conhecimento e diálogo com todos os interessados.”

O chamamento para os debates foi feito através do site do evento e das redes sociais da Associação. O primeiro Esquenta Alcar foi ao ar em data significativa para o tema do evento: 13 de maio, data da Abolição da Escravatura. O objetivo foi abrir um espaço de reflexão sobre o local e a representatividade do pesquisador negro na Universidade. A live foi transmitida a partir das 19h, tendo como convidados os seguintes pesquisadores: Delton Felipe, professor do Mestrado Profissional em Ensino de História e pesquisador do Núcleo de Estudo Interdisciplinares Afro-Brasileiros da Universidade Estadual de Maringá/Paraná (NEIAB/UEM) e diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as; Edna Mello, professora do Curso Superior de Tecnologia em Design Educacional da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e diretora administrativa da Alcar; Wedencley Alves Santana, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF.

Foi um trabalho em equipe, ressaltou Reis. “Fiquei responsável por contactar essas pessoas, passar as instruções e elaborar o roteiro, além de comandar, juntamente com outro apresentador, a live. Já toda a parte técnica ficou sob responsabilidade de João Gabriel Xavier Marques, também aluno de doutorado do PPGCOM-UFJF, que fez um ótimo trabalho, orientando os convidados em relação a essa área e ajudando com os problemas relacionados à tecnologia.”

O segundo debate foi no dia 10 de junho, às 19h30, e discutiu o tema Racismo e Cultura de Mídia. Os convidados foram Igor Sacramento, doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde da Fiocruz, no qual atua como coordenador; Júlio César Sanches, doutorando em Comunicação e Cultura da Escola de Comunicação da UFRJ, professor substituto do IHAC/UFBA e integrante do NECHS – Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde (Fiocruz/UFRJ); Pablo Moreno, publicitário, doutor em Ciências da Comunicação e professor do Departamento de Comunicação Social da UFMG e do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social.

O terceiro e último Esquenta Alcar aconteceu no dia 22 de julho, às 19h, com o tema A representação da Identidade Negra na Mídia. O evento contou com a presença de Kelly Quirino, doutora em Comunicação pela UnB, mestre em Comunicação Midiática e Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, ambos realizados na UNESP; Maria Luiza Igino Evaristo, pós-doutora, doutora, mestre e especialista em Ciência da Religião na UFJF, membro dos grupos de pesquisa Reduge, Logunan e Religião e Modernidade, atriz das Ruths – Grupo de Artes Cênicas e Políticas de Juiz de Fora; Rafael Pereira da Silva, doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ, graduado em Comunicação Social pela UFJF e mestre em Comunicação e Sociedade pela mesma instituição.

No total, as três lives resultaram em 5 horas e 40 minutos de discussões, uma experiência que, assim como o encontro nacional, agregou conhecimento ao tema, disse Susana Reis. “A relação das pessoas negras com a mídia e a sociedade é uma questão importantíssima de ser debatida, ainda mais por sabermos que o racismo continua a ser um problema. Eu, como uma pessoa branca, aprendi muito durante as lives e o próprio evento, e me coloquei no lugar de escuta. Acho que os debates tiveram papel fundamental para um despertar crítico de algo que a gente já sabe que existe, mas muitas vezes fechamos os olhos e não nos empenhamos em lutar contra.”